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Será o fim do jornal impresso?

Semana passada a revista Veja deu uma matéria muito interessante sobre o jornal americano, The New York Times, que vendeu parte de sua sede em NY e esta a beira da falência. Executivos do jornal colocam a culpa na internet e na propagação de blogs. Será que o problema esta na Internet?

Realmente é muito mais barato fazer e manter um site do que um veículo impresso, não tem gasto com impressão e papel, somente com redação e muitas vezes, nem com isso, uma vez que muitos sites usam fotos e matérias sem pagar ou estimulando o chamado jornalismo cidadão.

No meu ponto de vista o que da brechas para este tipo de situação pela qual passa o mais famoso e respeitado jornal americano é a má administração, ao contrário de outros tempos, mais românticos, os veículos de comunicação são administrados por executivos, comprometidos somente, única e exclusivamente com o lucro e não com a noticia, administram os jornais e revistas como administraria uma montadora de automóveis. Um dos maiores jornais Brasileiros, contratou um executivo que retirou todo o borderô da fotografia, quem decide se vai chamar freela para fazer a pauta é ele, detalhe, não é um jornalista, não pensa como jornalista e não tem comprometimento com a notícia e sim com os lucros do jornal.

Para que gastar 1 milhão para fazer o que pode ser feito (mesmo que meia boca) com 500 mil? Este é só um dos problemas e infelizmente não termina por ai, basta citar a matéria fraudulenta publicada pela Folha de São Paulo no dia 05 de abril e que dava como exclusiva a noticia do envolvimento da ministra Dilma Roulsseff ao planejamento do sequestro (que não aconteceu) do então ministro Delfim Neto em 1969. O jornal publicou uma falsa ficha criminal de Dilma e creditado como sendo do Dops e na verdade esta ficha chegou a repórter por e-mail. Todos sabem ou deveriam saber que a publicação de documentos ou fotos só se justifica como comprovação dos fatos. Justamente por isso precisam ser fidedignos e a Folha de São Paulo desconhecia sua origem e sua autenticidade não pode ser garantida.

Prova da pastelaria que esta o jornalismo, o ritmo sempre acelerado de produção, aliado a burrice que domina a competitividade na era do "tempo real", costumam ser a principal desculpa para os erros que se propagam no noticiário cotidiano.

Um exemplo recente foi um dia quando eu estava de plantão e pude ver uma grande fumaça de incêndio, fui até o carro e ouvi que um avião da Pantanal tinha caído, pouco depois fiquei sabendo por um colaborador que uma fábrica de colchões pegara fogo, outro erro burro pela corrida desenfreada pela notícia em tempo real foi o caso da brasileira espancada por Skinheads na Suíça.

Realmente os jornais que podem acabar são os maus administrados e que fazem um jornalismo de péssima qualidade ou aqueles que nem se quer fazem jornalismo.

Marcelo Liso



Escrito por Marcelo Liso às 05h23
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